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Mostrando postagens com o rótulo estudo

O homem que se duplica no Instagram

Texto referencial: Literatura e seus reflexos: o cinema em O Homem Duplicado, de José Saramago . Thaís Feitosa de Almeida, em Série E-books ABRALIC, 2018, Rio de Janeiro, 2018, p.33. Fotografia e cinema surgiram, cada qual a sua maneira, causando fascinação e estranhamento. Ambas artes, produzidas “magicamente” por máquinas, impactam por sua verossimilhança de representação do real. Segundo posto por Saramago, a problemática nessa questão é deixar de entender tais imagens como mera representação e assumi-las como realidade – a “reprodutibilidade técnica como agente modificadora da percepção do real”, dito por Walter Benjamin. A manipulação da mídia caracterizada como televisiva pode também ser estendida às ferramentas digitais que lidam majoritariamente com fotos e vídeos: Instagram e Youtube. No Instagram, as fotografias podem – e geralmente são – escolhidas e editadas profissionalmente para montar um perfil que visa as vendas: são selecionados ambientes, objetos, produtos e paletas ...

Quais as suas dificuldades no inglês?

Fiz uma pergunta no meu Instagram ( @lorenaksa ) e obtive de quem respondeu quais eram as maiores dificuldades no aprendizado de língua inglesa. Para quem ainda não sabe, eu sou gradua(n)da em Letras Inglês, e dou aulas há 5 anos. Fiz outra postagem já falando como eu aprendi inglês, se quiser ler está aqui . Assim, vou comentar como enfrentei as dificuldades apontadas por vocês na caixa de perguntas do Instagram: Pronúncia Primeiro, uma dica: não escreva a forma de falar tal palavra ( ex: speak = ispique ). Isso não vai ajudar, acredite. Mas então, como aprender a pronúncia? O que eu fiz: Para mim não adiantava repetir a palavra, eu ia esquecer. Mas eu escutava MUITO as músicas em inglês, até hoje. Além disso, eu não tinha impressora em casa, então lotei cadernos e cadernos com as letras das músicas, e assim conseguia decorar rápido. Ao decorar, eu decorava as pronúncias também, então sempre que tinha dúvidas, cantava um trecho de alguma música que continha determinada palavra. Th (t...

Dicas de português: trocas comuns

Uma das dúvidas que temos na escrita é quando duas ou mais palavras tem o mesmíssimo som na hora de falar (quase como mas x mais , e traz/trás que falamos igual trais e por aí vai). Isso faz com que a gente, no automático, escreva de qualquer forma. Mas não tem o menor problema você trocar as bolas se estiver conversando no Whatsapp, fazendo comentário em post de rede social... Em textos escolares ou científicos já sabemos que precisamos seguir à norma culta. Outro momento que é necessário escrever mais certinho, é nas legendas de posts do seu negócio, por exemplo. Isso passa credibilidade e confiança aos seus clientes. Assim, neste post você vai ter vários desses contrastes , e qual a forma segue a norma culta. A x Há Toda vez que você for falar de um tempo passado, vai ser há . Há anos que eu espero o Brasil melhorar... Tô te esperando há séculos. Eu a conheci há muito tempo.  E um bônus: se você estiver na dúvida entre esses dois, pode não escrever ou falar nenhum e u...

De Crepúsculo a Machado de Assis: leituras iniciais

Outro dia vi um tweet de um rapaz comentando sobre as críticas que certas literaturas, como Crepúsculo, sofrem, e a exaltação da literatura clássica como única digna de ser lida e apreciada. É fato que o nível artístico de best-sellers e os clássicos é diferente, não tem como comparar a construção os personagens e desenrolar das tramas da saga Crepúsculo inteira com uma única conversa a noite descrita no conto de Machado de Assis, A Missa do Galo , por exemplo (gosto muito desse conto). Mas, qual o perfil dos leitores de cada um desses livros? Nem todo leitor começou, de cara, com Ulisses, de James Joyce. Qual adolescente de 13 anos vai ler aquelas zilhões de páginas com textos densos? Não há como exigir isso. Também não é todo doutor de literatura que gosta de fluxo de consciência ( já expliquei nesse post aqui sobre o assunto ).  Um jovem pode ler, sem peso na consciência, qualquer best-seller que lhe interessar. O importante é criar o hábito de leitura e pegar gosto pela práti...

Como entrei no Mestrado Letras UFMA

Vamos a uma das decisões mais loucas da minha vida. No final de setembro de 2019, eu vi o edital para o Mestrado em Letras da UFMA, o PgLetras . Li loucamente o edital, quinhentas vezes. Pensei, pensei, analisei. Eram 200 reais pela taxa de inscrição, que estariam perdidos se eu não passasse. Vi que a terceira linha de estudos, sobre Literatura e Estudos Críticos, até dava para mim, pois a minha orientadora da graduação tinha a mesma linha de pesquisa que eu seguia desde o começo do curso (eis a importância de participar de grupos de pesquisa) na linha do mestrado. Inscrição Como eu não fiquei sabendo do edital no tempo de solicitação de isenção da taxa de inscrição, fiz uma campanha no Instagram para arrecadar os 200, e graças a quem me ajudou, e encomendou desenhos, consegui. Reuni os documentos pedidos, fui lá e fiz a inscrição. Estudos Aí foi a loucura. Fiz a inscrição lá pelo meio de outubro, e a prova escrita (primeira etapa de três), era em novembro. No edital, haviam os textos ...

A luta antirracista continua

A internet vive de modas. Tudo passa rápido, líquido. Até temas sérios são tratados como modismo, e as pessoas se "saturam" de ouvir certas discussões. O tema do racismo (ou antirracismo, na verdade) esteve em alta por tantas mortes que culminaram num protesto que estava na garganta de muita gente. Mas e nós, aqui? Que não estávamos no protesto nos Estados Unidos e no meio dessa louca pandemia não protestamos com as mortes que também ocorreram no Brasil? O que nós, pessoinhas atrás das telas e teclados, podemos acrescentar na luta antirracista do que apenas compartilhar posts no Instagram? Talvez o primeiro passo seja refletir, intimamente, nossas atitudes e conceitos. Quem são os artistas que admiramos? Brancos? Quem são os influenciadores que seguimos e acompanhamos tudo? Brancos? Os autores dos livros que lemos, os cantores das músicas que dançamos... Que cultura produzida por pessoas negras nós consumimos? Com isso, o livro da Djamila Ribeiro Pequeno manual antirracista ...

O Santo e a porca (resenha)

“O Santo e a Porca” levanta de forma bem-humorada a discussão de temas como religião e avareza. Esses temas são acentuados em Euricão, que é devoto do Santo Antônio, para que lhe proteja uma porca de madeira, onde esconde de todos, o dinheiro que guarda desde que sua mulher o deixou, para a sua velhice. O tormento de Euricão começa quando Eudoro, quem ele julga ser muito rico, lhe envia uma carta dizendo que virá tomar seu maior tesouro. Por sua avareza, teme pela porca e jamais pensara na sua filha como seu maior tesouro. Esta, por outro lado, é desapegada de dinheiro e só quer se casar e ser feliz com Dodó, que trabalha para Euricão disfarçado, pois na verdade é filho de Eudoro. Nesse ponto, podemos apontar similaridade entre Euricão e Eudoro em suas relações com seus respectivos filhos. Euricão quer que Margarida case com um homem rico, e Eudoro só quer que o filho case depois de estudar – já rico. Os dois tentam, a sua maneira, controlar a vida dos filhos segundo seus próp...

Quais seus objetivos para 2018?

Como se isso fosse um projeto de pesquisa Introdução Depois que você passa dos 20 anos de idade, o passar dos anos não é mais uma coisa tão legal assim não. Quando eu tinha 12 anos por aí, cada virada era muito esperada, porque eu ia ficar mais velha, já não ia ser mais tão criança assim, era um novo ano na escola, e a lista de material escolar era a melhor coisa do mundo... Objetivos Gerais  Monografia é a palavra do ano: trabalho de conclusão de curso, TCC como preferir chamar; finalmente terminar as disciplinas, fazer estágio e acabar esse curso que já passa dos 4 anos na federal. Objetivos Específicos Um dos principais objetivos menores é: falar mais devagar. Falo muito rápido, o que não pode acontecer uma vez que dou aula - e de inglês. Todo ano prometo isso, mas nunca consigo. Desenhar mais e melhorar a qualidade dos desenhos, comprar novos e melhores e mais materiais também são objetivos menores, e mais pra fazer nas horas livres - se não tiver, eu invento. Metod...

Livros acadêmicos

Quando você se percebe uma criança que ama ler, você começa a sonhar com livros. Seu sonho é ter uma biblioteca abarrotada - palavra que aliás você aprendeu nos livros -, e toda vez que ia a um daqueles faróis da educação, ficava encantado. Você notava, porém, que os livros não eram todos iguais. Tinha os livros de estórias que você amava - literatura literária, como aprende mais tarde - e outros livros estranhos, alguns falando dos mesmos conteúdos da escola. Normalmente eles eram antigos, mas lindos por terem capa dura. Você tinha vontade de pegar só por causa da textura, mas sabia que não leria. Anos depois, agora que é adulto e está na universidade, descobre uma outra Literatura. Na maioria, não temos dinheiro para comprar os livros, então tiramos xerox - e às vezes nem isso. Os livros de teoria, aqueles das prateleiras que não pegamos, são agora os que nos assombram. Hoje, após meses sem ir à biblioteca da universidade, finalmente fui pegar um livro que preciso para um projeto...

E se eu não passar no Enem?

Com a época do Enem, voltam aquelas piadinhas sobre o que fazer quando você não tem uma boa nota ou simplesmente uma nota que dê pra algum curso que te interesse. Uma das piores piadas é aquela em que dão soluções como "vender arte na praia", "trabalhar em fast food", e outros trabalhos que no nosso modelo social são considerados inferiores a profissões como engenheiros, médicos, e advogados, especialmente. E essa supervalorização de determinados trabalhos em detrimento a outros tipos de emprego está diretamente relacionada a remuneração financeira e impacto social de cada profissão. Mas se você conseguir ser um pouco menos estúpido e pensar que toda profissão é necessária para o viver em sociedade, deixaria de fazer piadinhas do tipo. Medicina, engenharia e advocacia não são as melhores profissões, e muito menos o objetivo de vida das pessoas.O objetivo é ser feliz, e nem o dinheiro ou a fama conseguem trazer isso. Não fazer um curso superior não é igual a...

A vida na faculdade não é essas coisas

Por mais que digamos aos calouros - àqueles que acabaram de sair do ensino médio - que a faculdade não é nenhum pouco parecida com o que eles imaginam por ter visto em séries ou filmes, eles continuam sendo felizes e esperançosos. Hoje, por exemplo, depois de faltar muitas aulas, fui à aula de Gêneros Textuais - mas veja bem porque estou faltando tanto: na quarta feira, o horário dela é as 7:30. O que significa que tenho que sair de casa antes das 6 para chegar pelo menos às 8 na universidade. Fora isso, na quarta eu só chego em casa às 22h, pois dou aula à tarde e à noite. Ou seja, é um dia muito cansativo, e eu não tinha dormido bem na noite anterior. Decidi faltar para dormir um pouco mais e ter forças para aguentar o dia de pé. Já na sexta, a aula é às 9:20, porém é a única aula do dia, dá muita preguiça ir pra universidade só pra ela, porque eu passo mais tempo no ônibus indo e voltando do que propriamente na aula. Mas né, como tinha faltado muito, decidi ir. Comento com uma a...

Temas para a redação do ENEM 2017

Certa vez vi no Facebook uma imagem que pessoas ignorantes gostam de compartilhar. A imagem era essa: Não seja mais um desses ignorantes, entenda cada ponto brevemente: 1. Foram os brancos que foram escravizados? Não né? Então piada com branco não tem a mesma carga semântica. 2. Homens morrem todos os dias nas mãos das suas companheiras? Esposas, namoradas, ex? Não né? Então piada com homem não tem a mesma carga de violência. 3. Héteros são expulsos de suas próprias casas? Ou apanham na rua por andarem de mãos dadas com seus companheiros? Não né? Então piada com hétero não faz o menor sentido de ofensa. 4. Nordestino reclama de sulista que vem morar pra cá "pra roubar os empregos", ou "sujar a cidade", ou ainda que elege o PT? Não né? Então piada com sulista não tem a mesma carga semântica, até porque os estados mais desenvolvidos do Brasil estão lá. 5. Cristão é perseguido no Brasil por pessoas de outras religiões, que invadem seus templos para quebr...

A matemática na vida adulta

Quando eu tava na escola, até gostava de matemática, de álgebra especialmente. Mas odiava aquelas questões das Olimpíadas de Matemática ou do ENEM, que é uma coisa sem sentido, tipo, um menino virar uma moeda não sei quantas vezes, ou se você tem tantas bolas pretas e tantas brancas numa caixa, quantas bolas não sei o que mais... São umas questões tão nonsense , que como adolescente que era na época, eu achava engraçadas de tão ridículas que eram. Mas um dia desse eu percebi que essas questões estranhas estão presentes na nossa vida sim, especialmente na vida adulta, quando você tem que fazer as compras no supermercado e é pobre, assim tem que saber fazer os cálculos para economizar ao máximo, afinal você é pobre!  Exemplo prático: existe basicamente dois tipos de amaciantes que você pode comprar. Um concentrado, bem consistente, que você coloca uma gota e ele cheira na roupa por um mês, ou do normal, que você coloca o copinho todo e mais um pouco pra ter o mesmo efeito. E...

Palavras que vieram do inglês - Parte 2

Agora vamos falar das mudanças morfológicas, ou seja, mudanças no campo das classes gramaticais. Lembra disso? Verbo, adjetivo, substantivo.. pois é. Substantivo que qualifica? Por exemplo, um termo utilizado como um adjetivo em português é na verdade um substantivo na língua de origem. A palavra fashion em inglês se define em substantivo ( noun ) e consequentemente verbo (porque todo substantivo em inglês pode virar um verbo! Socorro). Entretanto, fashion  é usado como adjetivo no português brasileiro ao qualificar uma pessoa como alguém que está na moda, que se veste bem, que possui estilo: “fulana é uma menina muito fashion”. Ou seja, é um substantivo em inglês que a gente usa como adjetivo. TOP - O adjetivo que amamos odiar Outro “adjetivo” que não poderia ficar de fora é uma das expressões mais utilizadas em todo o Brasil nos últimos anos mas que também tem recebido duras críticas quanto ao seu uso, configurando até uma espécie de preconceito lingüístico. “...

Palavras que vieram do inglês - Parte 1

Tive que fazer um artigo para a disciplina de Morfossintaxe de Língua Inglesa. Mas como já pode parecer, não foi nenhuma maravilha. Felizmente o artigo que escrevi me fez descobrir muitas coisas, especialmente por causa do tema que escolhi: "Anglicismo: Mudanças Morfológicas e Semânticas". Esse é um daqueles textos de conteúdo acadêmico, pois como eu já disse, uma universitária não pode deixar de fazer textos assim. Algumas das descobertas que fiz Eu jamais pensaria que palavras como líder vieram do inglês. Tipo, leader  é líder em inglês, é praticamente a mesma pronúncia porque veio exatamente assim, a gente só aportuguesou e a partir disso se originou liderança, liderar... Que louco! O mesmo aconteceu com beef que virou bife. A outra com história engraçada é o que a gente chama de x-burguer, que veio de cheeseburguer mas a gente não conseguiu falar o "cheese" e trocou por 'x' que é bem parecido.  Alguns dos exemplos do meu artigo Primeiro, fal...

A diferença linguística que atrapalha

Em outro texto falei sobre um joguinho chamado 94% . Atualmente estou no nível 55 enfrentando dificuldades que me fazem pesquisar! Porque já me deparei com palavras que eu desconhecia, tipo escapulário. WTF é isso? Mas o problema mesmo que percebi foi no nível que dizia "é doce". Coloquei "bombom" e o jogo enquadrou como chocolate. Demorei muito nessa fase que decidi pesquisar, e aí encontrei as palavras "chiclete" e "bala" que faltavam. Foi nesse momento que senti que o jogo era mais difícil dependendo da região em que você mora. Onde eu cresci não chamamos de "chiclete" e sim de big big. "Bala" pra gente é pra colocar em arma de fogo! Tenho sentido muita dificuldade nesse jogo no sentido de diferença Linguística. Tem palavras que eu nunca pensaria porque não é comum usar aqui. Mesmo que eu peça ajuda a quem está perto de mim, nós dois somos da mesma região, jamais pensaríamos as palavras que alguém do sul pensaria. Es...

Como ter ideias do nada?

Ter um blog chamado Um Texto Por Dia não é nada fácil. Tem semanas que tenho cem ideias, mas tem dia que eu não consigo pensar em absolutamente nada pra escrever sobre. Tipo, nada que gere pano suficiente para um texto de pelo menos três parágrafos, sabe? Então, com ter ideias quando eu tô sem ideias? Como arrancar as coisas, assim, do nada? Não acredito que isso seja possível. De verdade. Eu lido muito com criatividade, tanto para escrever quanto, especialmente, para desenhar. A criatividade está ligada à inspiração, então é nessa inspiração que você tem que focar. Às vezes você precisa estimular seu cérebro a pensar em algo, tipo, você precisa de referências quando não tem nada em mente. Quando quero desenhar mas estou sem ideias, eu procuro fotos de meninas no instagram ou qualquer rede social de fotos, e a partir de uma ou mais fotos eu tenho uma ideia! Então, quando não souber o que criar, procure referências para se inspirar. A outra coisa é sempre ter onde anotar ideias. À...

O problema dos textos teóricos acadêmicos

Qual o problema dos textos teóricos acadêmicos? Como alguém doutor em língua portuguesa pode não escrever bem? Sabe, aprendi muitas coisas no curso de Letras que nunca tinha parado pra pensar antes, e uma delas é a contextualização. Antes de chegar em determinado assunto, especialmente em um trabalho escrito, você precisar introduzir alguns conceitos que serão trabalhados ali. O problema de muitos textos teóricos utilizados na academia, porém, é a hipercontextualização, a meu ver. Na disciplina de Linguística VI (a última, graças a Deus) estudamos a linguística aplicada. A professora passou um texto, e milagrosamente eu li. E foi aí que eu vi o terrível problema do texto e passei a pensar a respeito. Como podem ver, o nome do texto é A validade do conceito de competência discursiva para o ensino de língua materna , de Marcos Baltar, que é professor universitário, aliás. O irônico ( como expliquei aqui sobre ironia ) é que na introdução ele diz "Procuraremos a...

Diferença entre Ironia e Sarcasmo

Ironia e sarcasmo são duas figuras de linguagem que amamos para fazer piadinhas, mas qual é a diferença de fato entre elas? Quando estou sendo irônica? Ou sarcástica? Vamos lá. Essa imagem em que uma garrafa de café diz odiar café é...? Isso mesmo, irônica. Ironia tem a ver com oposição de ideias. Imagina você sair com uma pessoa chata pra cacete, e aí ela perguntar: "Vamos sair de novo?" E você responder: "claro!", quando na sua mente você está gritando: JAMAIS. Você diz uma coisa com a intenção exatamente oposta. Aí nem sempre a pessoa percebe a ironia né? Especialmente em redes sociais, somos incompreendidos! Às vezes precisamos colocar um "alerta de ironia" antes dos nossos comentários. Para diferenciar do sarcasmo, imagine a mesma situação. Só que dessa vez, a sua resposta será: "no dia que chover sangue, a gente sai de novo". Você tem a intenção clara de ofender a pessoa, de provocar, de deixar claro que você odiou sair com ela. Acre...

Consegue encontrar todos os erros neste texto?

Eu quis fazer algo diferente dessa vez e tive essa idéia. Já que sou uma estudante de Letras e todos acharem que estudantes de Letras sabem tudo de gramática, por quê não brincar com isso e colocar alguns erros no texto para vocês acharem? E não esperem nada grotesco como "caza" (que seria erro de ortografia). Tentarei ser sultil. O engraçado desse "mito" sob os estudantes de Letras é que eu não sou mesmo uma pessoa fã de gramática. Tipo, eu até estudo porquê somos obrigados né, mas quem disse que eu sou capaz de dá uma aula do assunto? Não mesmo! Quando você entra no curso, você meio que precisa escolher a uma área de estudo: lingüística, educação, língua estrangeira ou literatura (prosa ou poesia). E os professores doutores nos assuntos ainda meio que disputam aos novos alunos, querendo trazer eles para suas respectivas áreas. Desde o início eu já sabia qual era à minha. Literatura foi obviamente um dos principais motivos para mim entrar no curso, seguido ...