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Mostrando postagens com o rótulo triste

Saindo da casa dos pais

Há quase exatos 4 anos eu saí da casa dos meus pais. Era meu aniversário, estava fazendo 18 anos. De lá pra cá foram muitas mudanças, tipo, literalmente. Eu mudei de casa quase 10 vezes. Imagina andar São Luís toda com um monte de bagulho? Das vezes que passei uns dias na casa deles (meu lar doce lar), fiquei com a estranha sensação de que já havia saído de lá há 10 ou 20 anos. Todas as lembranças do tempo de escola e da minha infância e adolescência ficaram tão distantes. Sair da casa dos pais é deixar uma parte de você pra trás. Aquela parte que não tinha responsabilidades, que não se preocupava com pagar contas. Quando você sai, tem que cuidar de si mesmo. Não tem mamãe pra guardar as panelas com comida na geladeira antes de dormir e nem papai pra apagar as luzes e fechar as portas na hora de dormir. Tudo é você, porque se você não fizer, ninguém vai fazer por você. Você é adulto agora. Se vire :'(

A geração que não conheceu Chester Bennington

Eu estava desenhando, enquanto assistia Transformers com pessoas de um geração mais nova que a minha. Elas falaram que nunca tinham assististido esse filme antes. Eu me surpreendi: "como não?", E aí começou a tocar a música tema do filme "New Divide", do Linkin Park. Perguntei: "vai dizer que nunca ouviram Linkin Park também?" E elas fizeram aquela cara... "Meu Deus, como assim!". Foi uma surpresa. Daí abro o Twitter porque estavam falando de suicídio, e eu não tava entendendo nada. E então a notícia. O vocalista da banda que eu mencionei minutos atrás estava morto. Que? Como? Quando ? Por quê? Eu não era fã, mas ouvi bastante durante a adolescência - como toda pessoa que nasceu na década de 90. Era uma daquelas notícias que a gente acha que nunca vai receber, mas quando acontece é uma surpresa tamanha, e muito, mas muito ruim. Uma grande perda, uma voz inconfundível, um talento que se vai. Uma pena para a geração que nunca vai conhecê-lo e...

Quando a tristeza bate forte

Ah, segunda feira! Símbolo mundial de desânimo. O domingo é chato, muitas vezes, especialmente por preceder a segunda. O que fazer num dia que você tá triste sem exatamente ter um motivo e ao mesmo tempo triste com tudo e por causa de tudo? Aqui estão as coisas que eu fiz: Puxar conversa com alguém que eu gosto mas que não falava há bastante tempo Não pra falar da minha tristeza, mas simplesmente pra saber sobre a pessoa, como ela está, o que anda fazendo, quais suas expectativas para a semana. Quem sabe você pode acabar marcando de sair com a pessoa (se ela morar na mesma cidade que você) e prometerem sair e nunca sair haha. Ouvir uma playlist triste Sim, isso mesmo. Às vezes a gente quer combater a tristeza com uma animação forçada, mas se tem uma coisa que eu aprendi com Divertida Mente é que a tristeza é necessária sim, e nos momentos difíceis a gente precisa colocar tudo pra fora. Se tá triste, desce até o fundo do poço mesmo, meu amigo. Precisar desabar para ...

Estudar, trabalhar, se formar, aaah!

Numa aula de didática, falamos sobre como a escola tem tido uma única função que é selecionar os melhores [alunos] para as carreiras universitárias  —  leia-se de prestígio. O que fugir disso causa sentimentos de fracasso, em especial nos jovens, que são altamente cobrados de todos os lados  — já falei isso em outro texto, aliás  — aqui . A professora contou de uma conversa que teve recentemente com uma médica em um avião  — também contou que pegou um voo com Bolsonaro, mas isso não vem ao caso  — e esta contou quantos adolescentes chegam na emergência por tentativa de suicídio. Um deles tinha apenas 20 anos e tentou suicídio por não ter passado no vestibular. Vou usar a clássica pergunta: "A que ponto chegamos?" De preferir perder a vida por não cumprir uma "obrigação" social que ninguém precisa, de fato, cumprir! Quem disse que você é obrigado a estar na universidade aos 20? Igualmente há uma pressa em se formar, e você sendo pobre precisa ...

As injustiças da vida

Se você já estava triste, prepare-se para ficar mais ainda. Eu estava no ônibus olhando as lojas passando, inclusive os lugares cheios de carros novos ou semi novos para vender. "Promoção 18,990". Fiquei pensando na pessoa que pode trocar de carro por um mais novo, melhor. Basta um planejamento e pronto, carro novo. Enquanto eu finalmente terminei de pagar um celular  —  que fora roubado  —  e agora posso comprar um sofázinho. Aí, estou planejando pra quando terminar de pagar esse sofá, enfim comprar uma geladeira, e daqui a mais um ano um notebook, e daqui a outros tantos anos... Refleti na gigantesca diferença em quem pode comprar o que quiser, o que precisar, sem ficar fazendo tanta conta ou cortando gastos, fazendo inúmeros cálculos pra ver se pode pagar. Mas pela outra janela do ônibus eu vi um homem enrolado em trapos, deitado na calçada, enquanto eu vinha de casa. Não vivo maravilhosamente bem como o maldito político que ganha absurdamente mais em u...

#93 Os problemas "naturais" da África

Em um domingo à noite eu estava assistindo Pânico na Band, como de costume, mas como o quadro ficou meio nojento (pessoas comendo larvas por audiência), eu decidi mudar de canal e fui parar na Globo, com uma triste matéria sobre os problemas da África com os quais praticamente nós já nos acostumamos. Pobreza, miséria, fome, sede, doenças. ''A África é assim mesmo" Como alguém já fez o cálculo, as pessoas mais ricas do mundo atualmente são capazes de acabar com a fome do mundo, mas é óbvio que isso nunca vai acontecer. A gente fica triste quando vê essas reportagens e toma conhecimento desses dados lamentáveis das regiões mais pobres desse imenso continente, mas de certa forma é um espanto comum. Já associamos África à miséria, e nos parece normal que assim seja, nós já conhecemos esse continente dessa forma, parece que nasceram para sofrer. Brasil, o país do futebol; Estados Unidos, a superpotência; Japão, a país da tecnologia; África (que nem é um país, o que s...

#64 O fim de todas coisas

De verdade acho que o início de algo é mais difícil que seu final, exatamente porque dependendo de como você age no início você vai ter um tipo de final (não que tudo tenha que ter um final). Sim, vamos falar de relacionamentos amorosos. É difícil dizer adeus? É. Mas quando é necessário, o adeus se torna mais fácil. Você se cobre com muito mais de treze razões (pegaram a referência?) por que terminar. Assim você conforta seu coração toda vez que ele insiste em doer e isso é um santo remédio. Mas por que eu digo que o início é mais difícil? Veja só: quando você vai discutir com seu/sua parceiro(a), se você o conhece bem, você já sabe tudo o que ele(a) vai dizer, já sabe todas as manias da pessoa. Mas e quando você está conhecendo? Você não sabe o que dizer, o que vai ofender a pessoa, se ela vai te achar um completo idiota ou pensar que você é um psicopata (ou a própria pessoa ser um). Mas vai que vocês vão se dando super bem e você se enche de esperanças, coitado, ac...

#62 Como ser uma pessoa fria

Primeiro é preciso que um dia você tenha sido uma pessoa quente, se é que você me entende. Uma pessoa fofinha, esperançosa, cheia de sentimentos e sonhos, que se apaixona e ama, e se entrega de corpo e alma para uma coisa que ela nem entende direito. Aí você vai se machucar profundamente com as pessoas em quem você confiou totalmente e vai ter seus doces sentimentos completamente destruídos, e vai acordar para a vida real. E aí você vai ser mais frio. Vai descobrir, da pior forma, que a vida não é um filme da Disney, que as pessoas não são tão amigáveis e muitas não estão nem aí para os seus sentimentos. Não estou falando isso porque passei por isso recentemente, até porque não passei. Mas vi alguém passar. E falando sobre isso com alguém que ainda nem conheço (ele sabe, salve Jhonata o/), fiquei pensando (e ele me sugeriu também que escrevesse um texto sobre isso) sobre como mudamos com as coisas que passamos, o que eu julgo natural acontecer, afinal significa que alguma co...

#58 Quê que eu tô fazendo

Uma vez li em algum lugar sobre a crise dos vinte e poucos anos. Aparentemente, você está no auge da sua força e beleza física, mas você geralmente está na faculdade e sem emprego. Ou seja, sente seu corpo com todo vigor mas está impossibilitado de todas as maneiras possíveis de aproveitar a vida como gostaria. Aos vinte e poucos anos, você está na faculdade sem saber muito ao certo porque está ali e o que vai fazer depois que finalmente se formar. Você vê seus amigos da escola e infância se casando e tendo filhos, e você nem sequer está namorando, não tem emprego, não consegue estudar direito, e pensa "o quê que eu tô fazendo da minha vida?" Mas calma, você não é o único a sentir que as coisas estão meio sem sentido e aparentemente sem um bom futuro. Como vi em uma imagem outro dia, você vai se formar. Você vai encontrar o amor. Você tem uma vida inteira pela frente, somos jovens! As coisas vão se acertar, cada coisa acontece no seu tempo. Isso é assunto par...

#53 Não há botão de cancelar

Sabe quando algum programa do computador trava de maneira demoníaca e você tem que apelar para o ctrl + alt + del ? Ou então esc para sair de uma janela? Ou quando você muda de ideia sobre baixar um aplicativo e pode simplesmente ir no botão de cancelar? Tão prático resolver algo que ficou difícil ou que você mudou de ideia. Quando dá merda, é só cancelar. É só fugir. A pena é que não há essa opção para vida - porque a opção que muitas pessoas tomam é exatamente deixar de viver. Porque vivendo mesmo, não tem como simplesmente cancelar as coisas conforme às nossas inúmeras mudanças de ideia. E muito menos podemos cancelar quando as coisas "travam". Isso também me lembra quando nós odiamos uma pessoa nas redes sociais. Por qualquer motivo que seja, você tem a opção de bloquear e nunca mais ver a irritante foto de perfil minúscula se esgueirando no chat ou nas notificações. É só bloquear e ela some. A pena é que na vida real você tem que encarar não somente o ros...

#51 A efemeridade da vida

Dias atrás, fui surpreendida pela notícia do falecimento de um ex colega meu de escola com que estudei no começo do ensino médio. Quando se perde alguém tão repentinamente e numa idade tão nova, nós repensamos nossa vida, por um instante que seja. Nós nos acostumamos tanto com as pessoas ao nosso redor, em curtir a vida enquanto somos jovens, julgando que apenas no final será o fim. Esquecemos que às vezes o fim não é quando os nossos cabelos estão brancos. Às vezes o fim é hoje mesmo. Em um momento de infelicidade como essa, nós precisamos pensar que os nossos amigos e a nossa família podem de repente não estar mais aqui. As nossas relações são tão rasas na maioria das vezes, confiando que vamos ver o nosso amigo no próximo final de semana, ao invés de deixar claro hoje o quanto ele é importante pra gente. Precisamos declarar o nosso amor a nossa família e amigos enquanto eles estão aqui pra saber o quanto os amamos. Não podemos deixar os afetos para amanhã porque não...

#32 A chata literatura da escola

Quando estava no sexto período de Letras, fiz um trabalho de Intervenção na Realidade Escolar  —  que é aquela disciplina que te faz pensar por que raios você escolheu licenciatura  — e decidi que trabalharia Literatura com os alunos da escola escolhida, partindo de uma problematização que muito me angustia: a literatura na escola é chata. Quando eu ainda estudava na escola, não aprendi nada de literatura, mas ainda assim tive interesse por leitura, livros e tudo mais  —  afinal eu sou o rei das palavras (um dia eu explico isso rs). Eu costumava ir nas bibliotecas das escolas e da minha cidade (só tinha uma, o farol da educação) e descobri muitos títulos e autores sozinha, então me apaixonei por eles. Descobri Júlio Verne, Victor Hugo, Arthur Conan Doyle e alguns brasileiros, tudo que fosse voltado para ficção, fantasia, aventura, porque os romance urbanos comuns da literatura clássica brasileira com seu nível linguístico altíssimo não são interessantes para alguém de 12 ou 16...

#31 Vagabundo bom é vagabundo morto?

No dia internacional da mulher eu não presenciei nada que me fizesse escrever um texto sobre a mulher, mas aconteceu algo bem curioso também. Eu estava em um ônibus lotado, mas pelo menos com ar condicionado. Estava em pé, cansada depois de passar a tarde dando aula em pé, mas fazer o que né? Em determinado ponto do percuso, um casal de meia idade entrou pela porta do meio, e o motorista tentou fechar a porta bem rápido para impedir, mas a mulher prendeu o braço na porta e gritou: "c***lho! meu braço, p*rra!", assim o motorista teve de abrir a porta, e ela se soltou e ficou dentro do ônibus xingando junto com o homem. Ambos estavam notavelmente alterados, e bem sujos, carregando obras de artesanato feitas com latinhas, provavelmente para vender. Eles ficaram conversando bem alto, e na parada seguinte desceram do ônibus furiosos, o que fez o homem chutar a parte de vidro da porta do meio, quebrando-a. Todo mundo ficou "meu Deus!", o motorista desceu e os doi...

#21 Afinal, o que é viver?

A modernidade nos condicionou a um estilo de vida não muito agradável. Ano passado, perdi um tio, como falei em outro post . Assim, de repente. Recebi primeiro a notícia de que ele foi para o hospital, e no momento seguinte, se foi. Havia meses que não o via. Mas os filhos dele, meus primos, estiveram na minha casa outro dia. Uma semana depois, minha família inteira decidiu se reunir para ouvir a palavra de uns amigos americanos. Marcaram para quarta-feira à noite. O problema é que eu dava aula nesse horário. Falei então com a minha coordenadora, e ela teve de entender, apesar de não se agradar muito, talvez tenha se colocado no meu lugar, não sei. Fiquei pensando que a família é mais importante que o trabalho para o qual nós nos sacrificamos tanto. Nesse momento tive minha primeira questão: afinal, o que é viver? Nessa concepção, viver é aproveitar as pessoas que amamos enquanto estão aqui. O outro “viver” seria trabalhar, ter dinheiro, carreira, comprar uma casa, etc...

#17 O desânimo bate à porta

lembra da dica de foto profissa? Olhe pro nada "Estou cansada da vida", disse uma amiga minha outro dia. Respondi que estava desanimada também. Os problemas surgem e desmancham nossos planos de uma forma tão avassaladora que chega a doer. Mas fiquem tranquilos, não estou falando sobre o blog. Ele vai continuar com toda certeza. Estou falando de problemas sérios, da vida real. Fiquei pensando nas coisas que eu queria fazer em 2017, mas com o assalto que sofri em janeiro (que já contei aqui ), meus planos foram drasticamente mudados. A ideia do blog apareceu, e ele tem sido um momento de conforto porque eu simplesmente amo escrever e mexer com web design. Mas acho que esse não é o pior que pode acontecer com os sonhos que temos. O pior mesmo, quando temos um sonho, é não ter o apoio das pessoas que são importantes pra nós. Imagina você querer ser um médico, e todos ao seu redor dizerem pra você procurar algo mais fácil, que a área da medicina é muito díficil,...

#13 Experiências Sobrenaturais?

Antes disso, olhe só a coincidência: essa postagem, dedicada a contar uma sequência de estranhos eventos que vivi, é de número 13 ! Eita vida '-' Quem me conhece, sabe que eu amo filmes de terror. Mas não daqueles sangrentos e de muitas mortes. Gosto de coisas sobrenaturais, espíritos, fantasmas, e até demônios. Eu nunca tive pesadelos por assistir filmes como Invocação do Mal, mas com o segundo filme da sequência, uma coisa estranha aconteceu (vale dizer que eu simplesmente adorei esse filme!). Seis dias após ver o filme no cinema, eu tive uma sequência de pesadelos, que me fez acordar no meio da noite. E vou contá-los separados e, ainda melhor, nomeados. Prepare-se, tudo o que vou dizer realmente aconteceu. O menino que falava com  morto Quando deu exatos seis dias após ver o filme, eu sonhei que estava no meu interiorzin. No sonho, eu estava em casa, e no final da minha rua, tinha um muro bem grande, em que antigamente havia uma casa. Tinha um menino por...