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Sábado de manhã

O dia amanheceu cinza. Às vezes uma nuvem empaca no céu e se gruda como se fosse algodão e cola, mas não algodão branco. Cinza, e não muito escuro para dar um tom de inverno. Simplesmente cinza, sem graça, e até abafado. É um dia que não motiva a você levantar da cama e enfrentá-lo.

Andei meu caminho olhando meus próprios pés escondidos me levarem adiante. Eu ainda não consigo andar olhando pra frente, como uma pessoa normal faz. Eu acompanho o movimento dos meus pés, na sua luta em desviar dos buracos e pedras da rua.

Ainda eram seis da manhã e o ônibus saia do ponto final. O motorista me chamou de princesa dizendo que o ônibus sairia e o cobrador me fez entrar pela porta de trás daquele ônibus velho e branco - que deveria ser amarelo. Ou seja, eu não tinha pagado passagem porque o cobrador desconhecido simplesmente gostou da minha cara lavada, sem maquiagem alguma e pesada de sono.

A aula foi corrida, debaixo do baixo frio artificial, o som da minha voz ecoando de forma irritante na sala, e os pincéis apagados num maldito quadro de vidro, que mais reflete do que serve pra ser escrito algo. Quadro de vidro esse que parece com muitas pessoas: lindo, porém inútil.

Sol escaldante, pés apressados, psicológico afetado quando dois caras passam em uma moto. A barriga se enche de gelo imediatamente, mas felizmente era o mesmo ponto de ônibus da manhã e tinha um ônibus saindo. Ele buzinou para que eu atravessasse a rua eternamente cheia de lama e esgoto - imagina quando as chuvas pularem do céu. Atravessei e quando fui seguir meu caminho, a buzina do ônibus soa novamente, e ao me virar para trás, o motorista - não o mesmo da manhã - faz o sinal de telefone e pergunta alguma coisa "comigo". Sem entender, só respondo que não com a cabeça.

Desobedecendo as regras tradicionais, simplesmente caí na cama com o ventilador ligado, e vadiei nas redes sociais, me contorcendo em dores. O dia ainda se pendurava na metade, mas eu já estava desfeita.

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